Igreja Perseguida no país luta contra a hostilidade e cumpre a missão de ser bênção na crise da COVID-19

Há 41 anos, a República Islâmica do Irã foi proclamada. Acabava o reinado do xá Reza Pahlevi e começava o governo do aiatolá Ruhollah Khomeini. As mudanças no território foram profundas, já que tudo no país deveria ser de acordo com os padrões religiosos do islamismo. Era tempo de aumentar a perseguição àqueles que não professavam a fé em Alá e no profeta Maomé. Os cristãos passaram a ser vistos como traidores por terem a mesma fé dos norte-americanos.

Hoje, o país está em 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020, com 85 pontos, resultantes da paranoia ditatorial, opressão islâmica, corrupção e crime organizado. A prisão é um dos locais reservados para os seguidores de Jesus pois são considerados uma ameaça à segurança nacional. Porém, em março de 2020, muitos foram libertados graças à decisão do governo com medo das consequências do contágio da COVID-19 nas penitenciárias insalubres do país. Muitos dos que tinham penas mais curtas puderam abraçar as famílias antes do esperado, outros continuaram presos com um alto risco de contágio, já que ficaram doentes por causa dos maus-tratos nas prisões.

No dia 20 de março, o governo do Irã confirmou que quase 20 mil pessoas estavam infectadas pelo coronavírus, com mais de 1.400 mortes. Porém, o vice-ministro da Saúde, Alireza Raisi, confirmou a recuperação de 6.745 pacientes, distribuídos em 13 províncias. O líder reconheceu que a COVID-19 exigia a união de todos para resguardar a saúde das pessoas e até das empresas no país. Agradeceu aos profissionais de saúde e comparou a pressão atual com as sanções impostas pelos Estados Unidos, desde 2018.

A Portas Abertas convida os cristãos brasileiros a interceder pelo Irã nesta data especial. Principalmente pela Igreja Perseguida no país, que mesmo enfrentando perseguição social e governamental, ainda cumpre o chamado de ser luz em meio às trevas. Uma das maneiras encontradas é ajudando os mais necessitados nos tempos do coronavírus. Uns passaram a distribuir alimentos para idosos e demais pessoas vulneráveis; dessa forma fazem mais do que pregar o cuidado de Jesus, são canal da graça divina.

Outros assistem crianças pobres com produtos de higiene. "Costumávamos mobilizar voluntários para fazer sanduíches e alimentar as crianças de rua que tentam ganhar o sustento para as famílias. Mas, após o surto, tivemos que priorizar o fornecimento de máscaras e desinfetantes em gel para ajudá-las a ficarem seguras", finalizou um líder cristão.

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